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Nos festejos da Nossa Senhora

das Fontes

Roberto Leal em Serzedo

Romarias, festivais, concertos, eventos para todos os gostos, marcaram a diferença este ano, em Vila Nova de Gaia, nos meses de verão; Setembro não é excepção, a exemplo do espectáculo de Roberto Leal em Serzedo.

A festa em honra da Nossa Senhora das Fontes, é a romaria mais antiga da freguesia. Reza a história, de que os lavradores acorriam à festa, para, nas suas preces, pedirem à Nossa Senhora das Fontes que não lhes faltasse a água. Este talvez um dos mais importantes relatos dos antepassados da freguesia, mas existiam outros, a exemplo do enterro das merendas; os jornaleiros deixavam de receber as merendas, porque as tardes sendo mais curtas, devido à mudança da hora, diziam: «Nossa Senhora de Fontes/ Não te voltamos a rezar/já nos tiraste a merenda/ E uma hora ao jantar».

A romaria em honra da Nossa Senhora das Fontes, festejada a dia 8 de Setembro, este ano, atraiu milhares de pessoas para assistirem ao espectáculo do cantor popular Roberto Leal, numa performance surpreendente. Interpretou músicas do seu mais recente álbum «Canto da Terra» e outras já conhecidas do povo português: uma casa portuguesa; Chora Carolina; Jesus Cristo, entre muitos outros êxitos. O cantor acompanhado de seus músicos e bailarinas, proporcionaram uma noite única ao público que assistiu a mais de duas horas de espectáculo; nem mesmo a chuva que ameaçou cair fez arredar pé, do espaço, a poente da capela da Nossa Senhora de Fontes, onde estavam instalados os palcos. Já perto do final, inesperadamente, sobem ao palco, os presidentes da junta de Serzedo e da Câmara Municipal, António Pedrosa e Filipe Menezes, respectivamente. Vindo de Lisboa, admitia, Menezes, “fiz questão de vir cumprimentar o meu amigo Roberto Leal” e “felicitar o povo de Serzedo” não era altura para discursos políticos, mas sim de alegria e convívio, convidando a população para “a inauguração do sintético do Futebol Clube de Serzedo”, prevista para os próximos dias. Fez apenas um pedido ao seu amigo, como não teve oportunidade de assistir ao seu espectáculo, que cantasse o hino que Roberto Leal criou para a Selecção de Portugal 2004, de Scolari.

No final o cantor distribuiu autógrafos e os seus fãs podiam comprar o seu mais recente álbum «Canto da Terra».

Curiosidade…

«E se numa das mais importantes celebrações folk da Península Ibérica pudéssemos ver (num dos cartazes de 2008) inscrito o nome de Roberto Leal? Espantados? Depois de ouvir o novo disco “Canto da Terra” diria que tudo é possível. Oriundo de Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros, o cantor de música ligeira sobejamente conhecido pelo seu sotaque brasileiro e por êxitos da rádio da onda média como «dá cá um beijo» ou «Bate o Pé», mergulhou a fundo na cultura mirandesa e apresenta-nos agora um álbum que, quem sabe, poderá ser um dos candidatos a Prémio José Afonso de 2008», refere Luís Rei no seu blogue «cronicasdaterra.com».

Festas de Santo Ovídio

História de Mafamude

Há cerca de vinte anos a Junta de freguesia de Mafamude, já liderada por Fernando Vieira, iniciou o processo de planificação da realização das festas de Santo Ovídio.

O autarca lembra que na altura “andamos quase uns quatro anos à volta de um processo que não se afigurava nada fácil. Falamos da realização de uma festa popular num freguesia urbana/citadina”, um tipo de manifestação mais vulgar nos meios pequenos e mais de interior. Convencido o Padre e todas as entidades que de alguma forma têm uma palavra a dizer neste tipo de realizações, as Festas de Santo Ovídio tiveram o seu início.

Hoje, sabe Fernando Vieira, “já ninguém aceitaria que não se realizassem estas festas”, consciente que as mesmas “fazem parte da história da freguesia, é uma tradição a que não fugimos, todos os anos com um outro aspecto mais inovador, mas mantendo o espírito de uma festa que atrai cada vez mais forasteiros e orgulha todos os da terra.”

E de tal forma se enraizou esta festa popular que também a Câmara faz questão de ajudar cada vez mais “em termos logísticos, por exemplo, não é fácil encontrar locais, numa freguesia como esta, para instalação dos meios de diversão, das tendas, etc. em termos de tráfego os condicionalismos sobretudo no dia da majestosa procissão, mas felizmente tudo tem corrido pelo melhor e as festas de Santo Ovídio são uma referência de Mafamude.”

São quatro dias de intensa actividade que movimenta milhares de pessoas já que o programa abarca várias tendências – folclore e o fado, no programa profano, no religioso a procissão como um dos pontos altos que mais atrai a população.

Programa

Este ano, os festejos tiveram inicio no dia 5, no Ginásio Clube de Mafamude, às 21h30, lançamento do livro “Senhor da Pedra um Olhar” de Francisco Barbosa da Costa, exposição de pintura de Abílio Guimarães, torneio internacional de andebol feminino no Colégio de Gaia; às 22 horas a noite de baile com a participação do agrupamento musical “Reciclagem”; dia 6 às 16 horas a CTPA da Alameda do Cedro apresenta tarde de variedades; pelas 22h30 o XV/IX Encontro de Folclore de Mafamude; no domingo a procissão solene sai às 17 horas, a anteceder a procissão A Associação Cultural e Musical de Avintes actuará às 15 horas; no dia 8, no jardim Estêvão Torres, a encerrar os festejos em honra de Santo Ovídio, Manuel Monteiro com “ A noite de estrelas da Rádio Clube de Matosinhos”, com inicio às 21h30.

Marés Vivas

Gaia estreia-se

nos Festivais de Verão

Adesão superou expectativas

Há mais para o ano! Fica a promessa da Câmara Municipal de Gaia e da empresa organizadora Portoeventos. Referimo-nos ao festival Marés Vivas que decorreu no Cabedelo, durante três dias, com muita música, animação e entretenimento, um festival que fica registado, como sendo o primeiro Festival de Verão de Vila Nova de Gaia. A organização conseguiu apresentar um festival à dimensão de um Paredes de Coura ou se quisermos ser um pouco mais ousados, um Rock in Rio, obviamente nas devidas proporções. Foram mais de 50.000 pessoas que passaram pelo recinto e assistiram aos concertos de Peter Murphy, Shout Out Louds, Sisters Of Mercy, Tara Perdida, Klepht, Prodigy Tricky Da Weasel , Slimmy, Classificados, Mazgani; James; Macy Gray, “The Doors” (Riders On the Storm), Lulla Bye e Per7ume; foram estes os nomes que estiveram nos respectivos palcos, principal e novos portugueses.

A Voz de Gaia, numa ronda pelo recinto, «sacou» algumas opiniões, consoante os gostos de cada um, mas o resultado final é, sem dúvida, nota positiva. Os comentários que ouvimos são expressivos, de que a aposta está ganha: “espectacular”, “fantástico”, “fora de série”, “está altamente”, “Gaia está na berra”, “Eh pá, tá-se bem”, “vim de Braga, estou adorar, vim ver o James”, entre muitas outras observações e elogios. Chegaram mesmo a comentar que “garantido, para o ano estou cá!” Outros, ainda, diziam: “sem dúvida, Gaia está a dar provas de que também é capaz de apresentar um bom festival, parabéns”. No terceiro dia do festival, cerca das 22 horas, já não haviam bilhetes, “lotação esgotada” informava o pessoal da organização, lamentando não poder satisfazer o pedido das centenas de pessoas que chegavam e ficaram fora do recinto a ouvir os concertos.

À entrada, as pessoas (mulheres a um lado homens a outro) eram revistadas, não podiam entrar nem com fruta ou rolhas, por questões de segurança; acontece que o recinto em terra batida, não faltava pedras no chão; apenas um dos alertas que nos chamou a atenção; o espaço acabou por ser pouco para tanta gente, mas houve quem reparasse que, do lado sul do palco principal, existia uma encosta em terra batida onde poderia ter sido colocado uma bancada, “ganhariam mais uns lugares”, dizia-nos um jovem de Lisboa, que não conseguiu arranjar bilhetes para os amigos! São apenas algumas dicas para a próxima iniciativa.

O festival em si, o espaço envolvente, o rio como palco de fundo, as noites espectaculares, toda a massa humana, um verdadeiro espectáculo de som e luzes, fizeram a delícia a milhares de visitantes que garantem voltar no próximo Mares Vivas em Gaia.

Responsável pelo Pelouro da Juventude

Vereador Firmino Pereira satisfeito

No final do Marés Vivas, o festival que levou até ao Cabedelo milhares de jovens e não só, consoante as actuações em palco o vereador responsável pelo Pelouro da Juventude, Firmino Pereira, respirava de alívio e de satisfação.

Alívio porque “chega ao fim aquela dúvida que existe sempre do tipo como vai correr, como vai ser em termos de adesão”; satisfação porque o evento “tem um balanço muito positivo, naturalmente que estou satisfeito pela forma como tudo correu”.

O Festival Marés Vivas cumpriu a sua sexta edição, depois de um interregno de cinco anos, “o que também contribuiu para as dúvidas iniciais, é sempre um risco há muita ansiedade, as pessoas colocavam a fasquia muito alta nós tínhamos que fazer tudo para corresponder, felizmente conseguimos”, acrescenta Firmino Pereira.

Falar em pontos altos não serão o caso “foram superadas as nossas melhores expectativas, conseguimos criar boas condições para receber milhares de pessoas.” Destaca ainda: “muita gente veio de fora, visitou o concelho, ficou a conhecer muito do que aqui temos feito, a imagem do município saiu muito valorizada”, acredita.

Esta foi a primeira vez em que o festival decorreu durante três dias “era sempre só o fim-de-semana percebemos que funcionou bem e será para manter”. Da mesma forma “enquanto puder ser, o local será aquele porque é de facto magnífico”, ficando já a promessa de no próximo ano “melhorar o cartaz do festival.” Não as identifica, mas “haverá sempre pequenas falhas que vão sendo corrigidas.” Não esquece que a comunicação social “no seu todo deu nota positiva do evento que teve aliás uma excelente divulgação também responsável pelo sucesso.”

Todo o evento começa a ser preparado e pelo resultado não com tanta antecedência quanto se possa pensar, “três meses antes”, por uma conjunto de colaboradores a que o vereador chama “pequena mas muito empenhada estrutura”, que conseguiu levar o festival a bom porto.

Números do investimento não revela, mas Firmino Pereira garante: “a grande adesão justifica o investimento feito.” Reforça a tal imagem positiva que todos ficaram e levaram de Gaia deste Festival Marés Vivas.

Discurso possível

Diz o essencial

Terá sido, pode dizer-se, o discurso possível, dadas as circunstâncias. O presidente Filipe Menezes bem teria mais para dizer aos convidados, mas havia que «fugir» da chuva que caía no palco.

Afinal, confessou o presidente da Câmara, “estava prevista a chuva, mas só nas mesas dos jornalistas e da oposição.” Na direcção errada, já que boa parte da comunicação social tinha ficado em mesas abrigadas nos Claustros do Mosteiro.

A cerimónia de entrega dos Prémios Cidade Gaia teve lugar no mesmo dia em que no Parlamento debateram o Estado da Nação “se calhar por isso chove tanto”, sugeriu o autarca.

Seja como for, importante lembrar um dos objectivos deste Prémio: “perpetuar a tradição, a cultura, o pioneirismo e a competitividade de personalidades cujo trabalho perspectiva a divulgação de Portugal à escala mundial.”

Ao levar a cabo esta iniciativa “estamos a contribuir para um melhor conhecimento, pela opinião pública, da obra dos nossos melhores.”

Por outro lado, a iniciativa pretende e tem conseguido “dar uma outra visibilidade a Gaia, ao nível do estatuto conseguido, a todos os níveis, nos últimos anos neste município.”

Serve também, esta gala, para o que Menezes considera ser “pedagogia cívica”, acabar com a «cultura» do maldizer, da crítica e pessimismo, “fazer essa pedagogia, desenvolver todos os esforços para divulgar o trabalho realizado”, acrescentando: “é necessário que os Gaienses saibam todos e Portugal tome como exemplo, aqui estão a ser investidos 1,5 mil milhões de euros.” Investimento público e provado que levará Gaia mais para a frente “o futuro será assim mesmo, dentro de uma mesma região, cidades que desenvolvem, outras que ficam para trás.” Não será o caso do município liderado por Menezes ou não se ouvisse, no decorrer da cerimónia, um ou outro convidado deixar escapar «para mim é um privilégio ser de Gaia, esta iniciativa orgulha-me muito». Eram «apenas» gaienses que como muitos outros nunca disseram que são do Porto ou «perto do Porto». Gaia é a sua terra a de que falam com orgulho.

Estádio do Dragão

Festival Panda

No passado sábado, o Estádio do Dragão, recebeu ‘Festival Panda’ o maior evento infantil do ano realizado em Portugal. Destinado às famílias com crianças entre os 2 e os 10 anos, esta grande produção reúne, num só espaço, espectáculos infantis, música e jogos, associando estas actividades às personagens do Canal Panda.

No próximo dia 19, será a vez de, a pequenada passar, um dia diferente e bem divertido, no Parque Marechal Carmona, em Cascais.

A grande novidade deste festival, é a actuação do Panda que aparece, pela primeira vez, acompanhado de uma banda, formada pelos amigos Crocas, Riscas e Krinkas, que tocam algumas das músicas de maior sucesso do canal.

A personagem por quem mais gritaram, no Estádio do Dragão, foi o Noddy, que cantou as músicas preferidas dos seus fãs.

Uma tarde de diversões, com o Avô Cantigas e as Docemania a actuarem para uma «plateia» que se dividia entre os concertos e as diversões instaladas no campo.

Lemon e Saturday Night, as empresas organizadoras dos espectáculos, prepararam palcos montados nos relvados dos recintos, para um festival em que as estimativas de adesão serão cerca de 50.000 pessoas. Além dos palcos foram instaladas zonas de restauração, de actividades e animações.

Esta é apenas a segunda vez, que o Estádio do Dragão, inaugurado em 2003, recebe uma produção desta natureza. O primeiro e único evento que decorreu neste recinto desportivo portuense foi o concerto dos Rolling Stones em 2005.

Para Gonçalo Villas-Boas, da Lemon, “este festival para crianças é algo que faz todo o sentido no Verão, não só porque os mais pequenos adoram estar ao ar livre mas também porque têm direito a ter o seu próprio festival”, afirmando, “e a ligação ao Canal Panda é muito importante para o sucesso deste evento já que se trata da marca infantil mais reconhecida pelas crianças”.

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