Em dia dedicado ao Ambiente, a Câmara de Gaia assinalou a data com a criação oficial do Refúgio Ornitológico do Estuário do Douro a par da inauguração da Rotunda do Largo do Linho, concluindo a reabilitação da marginal de Gaia.

Questões ambientais hoje, mais do que nunca, não se dissociam “de um desenvolvimento sustentado que traz consigo mais emprego, mais economia.”

“Não e fácil”, reafirma Filipe Menezes, “manter ou criar nichos ambientais”, em território urbano. Gaia é exemplo de que como é possível “preservar o ambiente, oferecer mais qualidade de vida, tornar estas zonas ainda mais atractivas.” O concelho, considera o presidente da Câmara, “tem a melhor costa de mar do país.” Para isso contribuiu, ao longo da última década, o investimento na rede de saneamento; muito mais trabalho a montante e hoje um município com um record de bandeiras azuis (dezasseis); Parque Biológico, Parque da Lavandeira, protecção das dunas, tudo exemplos da preocupação da autarquia com as questões ambientais.

O presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para elogiar o trabalho e colaboração da Comissão
Coordenadora do Desenvolvimento Regional Norte (CCDRN), ali representada pelo vice-presidente Paulo Gomes. Trata-se de um parceiro “duro, mas correcto e leal.” Esta entidade, a par do Ministério do ambiente definem os POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira); eles mesmos, definiram a instalação dos bares de apoio na praia que mereceu críticas da Associação Ambientalista de Gaia. Á Câmara “era muito fácil dizer que não é nada com ela, mas é, está solidária com estes organismos.” Menezes admite que um ou outro bar “poderá ser discutível”, mas no geral considera “excelentes.” Diz não saber quem é a associação “quem são, quem representam”, sugerindo: “muitas vezes são pessoas que procuram protagonismo fácil, mas se a Câmara ou outra entidade der uma avença, já está tudo bem, não contem connosco”, avisou o autarca. Por outro lado, “quando a costa de mar era uma bandalheira, quando os bares estavam em cima de dunas primárias não protestavam.”

A construção da Marina de Canidelo/Afurada com capacidade para 300 embarcações “vai criar novos mercados nesta zona, em vez de subsistência, esta população terá condições de sobreviver com qualidade”, acrescentou o autarca.

Para o vice-presidente da CCDRN a palavra-chave “é a reabilitação e preservação do património, não
a construção de património.” Elogiou ainda os vários Planos de Pormenor realizados pela Gaia Polis “novas expectativas, mais e atractivas actividades turísticas, melhores serviços”, tudo em que acredita a CCDRN segundo o trabalho desenvolvido em Gaia.

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