Julho 2008


Marés Vivas

Gaia estreia-se

nos Festivais de Verão

Adesão superou expectativas

Há mais para o ano! Fica a promessa da Câmara Municipal de Gaia e da empresa organizadora Portoeventos. Referimo-nos ao festival Marés Vivas que decorreu no Cabedelo, durante três dias, com muita música, animação e entretenimento, um festival que fica registado, como sendo o primeiro Festival de Verão de Vila Nova de Gaia. A organização conseguiu apresentar um festival à dimensão de um Paredes de Coura ou se quisermos ser um pouco mais ousados, um Rock in Rio, obviamente nas devidas proporções. Foram mais de 50.000 pessoas que passaram pelo recinto e assistiram aos concertos de Peter Murphy, Shout Out Louds, Sisters Of Mercy, Tara Perdida, Klepht, Prodigy Tricky Da Weasel , Slimmy, Classificados, Mazgani; James; Macy Gray, “The Doors” (Riders On the Storm), Lulla Bye e Per7ume; foram estes os nomes que estiveram nos respectivos palcos, principal e novos portugueses.

A Voz de Gaia, numa ronda pelo recinto, «sacou» algumas opiniões, consoante os gostos de cada um, mas o resultado final é, sem dúvida, nota positiva. Os comentários que ouvimos são expressivos, de que a aposta está ganha: “espectacular”, “fantástico”, “fora de série”, “está altamente”, “Gaia está na berra”, “Eh pá, tá-se bem”, “vim de Braga, estou adorar, vim ver o James”, entre muitas outras observações e elogios. Chegaram mesmo a comentar que “garantido, para o ano estou cá!” Outros, ainda, diziam: “sem dúvida, Gaia está a dar provas de que também é capaz de apresentar um bom festival, parabéns”. No terceiro dia do festival, cerca das 22 horas, já não haviam bilhetes, “lotação esgotada” informava o pessoal da organização, lamentando não poder satisfazer o pedido das centenas de pessoas que chegavam e ficaram fora do recinto a ouvir os concertos.

À entrada, as pessoas (mulheres a um lado homens a outro) eram revistadas, não podiam entrar nem com fruta ou rolhas, por questões de segurança; acontece que o recinto em terra batida, não faltava pedras no chão; apenas um dos alertas que nos chamou a atenção; o espaço acabou por ser pouco para tanta gente, mas houve quem reparasse que, do lado sul do palco principal, existia uma encosta em terra batida onde poderia ter sido colocado uma bancada, “ganhariam mais uns lugares”, dizia-nos um jovem de Lisboa, que não conseguiu arranjar bilhetes para os amigos! São apenas algumas dicas para a próxima iniciativa.

O festival em si, o espaço envolvente, o rio como palco de fundo, as noites espectaculares, toda a massa humana, um verdadeiro espectáculo de som e luzes, fizeram a delícia a milhares de visitantes que garantem voltar no próximo Mares Vivas em Gaia.

Responsável pelo Pelouro da Juventude

Vereador Firmino Pereira satisfeito

No final do Marés Vivas, o festival que levou até ao Cabedelo milhares de jovens e não só, consoante as actuações em palco o vereador responsável pelo Pelouro da Juventude, Firmino Pereira, respirava de alívio e de satisfação.

Alívio porque “chega ao fim aquela dúvida que existe sempre do tipo como vai correr, como vai ser em termos de adesão”; satisfação porque o evento “tem um balanço muito positivo, naturalmente que estou satisfeito pela forma como tudo correu”.

O Festival Marés Vivas cumpriu a sua sexta edição, depois de um interregno de cinco anos, “o que também contribuiu para as dúvidas iniciais, é sempre um risco há muita ansiedade, as pessoas colocavam a fasquia muito alta nós tínhamos que fazer tudo para corresponder, felizmente conseguimos”, acrescenta Firmino Pereira.

Falar em pontos altos não serão o caso “foram superadas as nossas melhores expectativas, conseguimos criar boas condições para receber milhares de pessoas.” Destaca ainda: “muita gente veio de fora, visitou o concelho, ficou a conhecer muito do que aqui temos feito, a imagem do município saiu muito valorizada”, acredita.

Esta foi a primeira vez em que o festival decorreu durante três dias “era sempre só o fim-de-semana percebemos que funcionou bem e será para manter”. Da mesma forma “enquanto puder ser, o local será aquele porque é de facto magnífico”, ficando já a promessa de no próximo ano “melhorar o cartaz do festival.” Não as identifica, mas “haverá sempre pequenas falhas que vão sendo corrigidas.” Não esquece que a comunicação social “no seu todo deu nota positiva do evento que teve aliás uma excelente divulgação também responsável pelo sucesso.”

Todo o evento começa a ser preparado e pelo resultado não com tanta antecedência quanto se possa pensar, “três meses antes”, por uma conjunto de colaboradores a que o vereador chama “pequena mas muito empenhada estrutura”, que conseguiu levar o festival a bom porto.

Números do investimento não revela, mas Firmino Pereira garante: “a grande adesão justifica o investimento feito.” Reforça a tal imagem positiva que todos ficaram e levaram de Gaia deste Festival Marés Vivas.

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Com ou sem ajuda

Vila d’ Este avança

São dezassete mil os moradores de Vila d’Este, uma urbanização com duas e oitenta e cinco habitações, destas cento e sessenta são da Câmara Municipal.

Por ocasião do 10º aniversário da Associação de Condóminos, o presidente da Câmara, Filipe Menezes, levou a boa nova, a abertura do concurso para restauro da urbanização, um investimento de 22 milhões de euros.

Nesta primeira fase, o investimento é de cinco milhões de euros, em Novembro será lançado novo concurso para os arranjos exteriores, na ordem dos 3,8 milhões de euros.

Recorde-se que a Câmara apresentou ao QREN a proposta de requalificação de Vila d’Este que deverá ser aprovada por estes dias “caso isso não aconteça, o que não acreditamos, a autarquia avançou por conta e risco, o início da requalificação”, explica o presidente.

Da mesma forma, o presidente da Gaia Social, Marco António Costa, responsável pelo lançamento do concurso lembra: “afirmei numa sessão pública que a Câmara iria investir nesta urbanização, mesmo que o governo que tem todas as responsabilidades na concepção da urbanização não contribuísse financeiramente para as obras.”

Por seu lado, o presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, Manuel Monteiro, elogia “a persistência” do presidente da Câmara neste projecto”, considerando que “nunca «deitou a toalha ao chão», apesar de já não ter nada a provar á população de Gaia”, reforçando o elogio: “a sua obra ao longo dos dez anos de mandato está bem patente.”

Ao presidente da associação, Vítor Simões, pouco mais coube do que corroborar as palavras de Manuel Monteiro e agradecer a Filipe Menezes o empenho neste projecto de requalificação

Escola Municipal de râguebi

Na cerimónia de apresentação da Escola Municipal de Râguebi, o vereador do desporto José Guilherme Aguiar referiu-se a um projecto “inovador e ambicioso para o râguebi português.” A Escola “é uma mais valia para a modalidade”, mais um sucesso que se prevê em termos de escolas Municipais do Desporto que acolhem diariamente “mais de dez mil crianças e jovens na prática de várias actividades como o futebol, natação, remo, ténis ou o golfe.”

O seleccionador nacional dos «Lobos», Tiago Morais reforçou a ideia da “mais valia para a promoção do râguebi em Portugal”, o que representa esta escola, “um grande passo para incentivar os jovens à prática da modalidade.”

Parque da Cidade

Ao melhor nível

Um ano depois precisamente, o presidente da Câmara voltou a fazer uma visita ao Complexo Desportivo do Parque da Cidade. Filipe Menezes considera que “não basta lançar primeiras pedras”, gosta de acompanhar o ritmo das obras, uma espécie de «dar e pedir contas».

As contas, essas são fáceis – a obra, no seu todo, teve início em meados de 1998. Passou por muitas vicissitudes a começar pela falência do empreiteiro a quem estava entregue a empreitada. Desde o lançamento de novo concurso até ao arranque da obra perde-se quase um ano.

Em Julho do ano passado, aquando da visita, as previsões apontavam para a conclusão da obra em finais desse mesmo ano. Julho de 2008, no decorrer da segunda visita, a indicação é que o Complexo deverá ser inaugurado em meados de Setembro próximo.

O investimento ultrapassa os 3 milhões de euros, para uma obra que será “a casa de todos”, como gosta de referir o vereador do desporto, Guilherme Aguiar.

Clubes de Futebol como o de Oliveira do Douro ou outras associações terão aqui um espaço ao nível de alguns estádios de competição nacional. Irão pagar para usufruir do campo já se sabe porque a obra é cara, precisa de manutenção “as coisas boas pagam-se”, diz também Guilherme Aguiar.

Finalmente vai arrancar

Novo campo de jogos

O Clube de Futebol de Valadares pagava de aluguer pelo velho campo de jogos 75 euros/ano. Campo esse que não cumprindo as medidas impostas pela AFP deixou de servir as necessidades do Clube que actualmente joga no Campo do Coimbrões.

Durante dezassete anos arrastaram-se as negociações com vista à construção de um novo Complexo Desportivo. A Junta de Freguesia e as direcções que passaram pelo clube fizeram de tudo para levar a bom porto o objectivo, com a ajuda da Câmara, nas pessoas do presidente Filipe Menezes e do vereador do desporto Guilherme Aguiar.

O que os interessados tentaram junto dos proprietário do velho campo foi a cedência do terreno, para posterior urbanização e com a receita daí proveniente construir o novo campo, ajudados pela Câmara.

Para a construção do novo campo decorria um outro processo. Junto ao Império de Vila Chã os proprietários de um outro terreno queriam mas não podiam construir porque o mesmo não tinha viabilidade de construção.

A Câmara decide pela permuta com estes proprietários desanexando a parcela de terreno e construindo todas as infra estruturas da futura urbanização. Em troca os proprietários cederam terreno para construção do campo.

Foram estes dois processos que agora chegaram ao fim. No primeiro caso os proprietários cedem o terreno para urbanizar ganhando mais com isso do que os 75euros/ano; no segundo caso, os proprietários passam a poder construir onde antes não podiam e cedem o terreno para o novo Complexo Desportivo.

Os dois protocolos que viabilizam a construção deste equipamento foram assinados na passada semana no Cine Brazão de Valadares.

O presidente da Junta de Freguesia, Jorge Soares, lembra que há onze anos quando recebeu o processo “incorria numa grande morosidade que se transformava em desalento” e ele mesmo chegou a pensar noutras soluções, mas viria a constar “serem ainda mais difíceis de concretizar.”

Primeiro com Joaquim Brandão depois com António Cunha os presidentes da direcção do Clube, sucediam-se as reuniões com proprietários, Câmara e Clube.

O presidente da Junta de Freguesia de Valadares considera que as obras “só se fazem quando há vontade política. Nesse aspecto pude testemunhar o empenhamento, a total entrega a esta realização e a pressão constante para que este projecto fosse uma realidade.”

O novo campo de jogos vai resolver o grave problema de um clube “que sobreviveu graças à tenacidade, entusiasmo, fé e esperança”, de quantos estiveram envolvidos nos processos ao longo de tantos anos.

Avintes

Senhor do Palheirinho

Os festejos em honra do Senhor do Palheirinho começam já na Sexta-feira, dia 1 de Agosto e terminam no próximo dia quatro, segunda-feira. Nos tres dias anteriores, realizaram-se as novenas que têm sempre muita participação dos devotos do Palheirinho da freguesia de Avintes.

A parte religiosa é preenchida, para além das referidas novenas, com Missa Solene no Domingo, procissão que pela sua imponência constitui o expoente máximo dos festejos, acompanhada pela Banda Musical de Avintes, Fanfarra de Lever e um destacamento da GNR uniformizado a rigor. Na segunda-feira há missa rezada em acção pelas intenções dos que participam na realização deste festejos.

Na parte lúdica, vãom actuar os agrupamentos muscais: “The Friends”, o grupo de Zés Pereira de São João da Serra; o agrupamento musical “Música e Som”, Banda Musical de Avintes – com dois excelentes concertos; grupo “Nova União”; e o agrupamento musical “Artmedia

Band”.

Um imponente arraial nocturno, fogo de artifício e fogo de jardim, assim como uma espectacular sessão de Fogo Preso, da responsabilidade do pirotécnico António Moreira e as ornamentações a cargo de José Ferreira Monteiro.

Portanto, os festejos do “Palheirinho 2008” mantêm a tradição como as maiores festas da Vila, cuja participação das Autarquia e do público em geral corresponde de forma positiva – JM

Só romarias

Ou nem por isso

O tempo é de festas e romarias, encontro de colectividades, festivais de folclore, petiscadas e outras coisas que tais.

Mas não só, o mandato numa freguesia faz-se de outras obras e projectos que não podem ficar esquecidas por conta da festa.

Por isso mesmo, enquanto vai delegando competências nos elementos do executivo e «entrega pasta» á gente jovem para determinado tipo de iniciativas, mas sempre “em cima para que tudo corra pelo melhor”, uma espécie de «fiscal», o presidente da Junta de Freguesia de Serzedo, António Pedrosa, continua outras lutas.

Não que esteja desapontado com alguém “a questão não é essa”, mas ao fim de 14 anos à frente dos destinos da freguesia, há muito tempo que aprendeu: “naquilo que depende da junta, fazemos o trabalho de casa, está feito, mas quando os projectos têm que passar para outras entidades, não podemos dar a nossa palavra; confiamos, mas só quando virmos obra no terreno é que dizemos- está a ser feito!”

Uma «meia dúzia» de projectos, a exemplo do Centro de Dia ou da Escola C+S continuam encravados ou talvez não, antes à espera de uma oportunidade para arrancarem, quem sabe mais perto da recta final do mandato. A António Pedrosa “tanto faz queria era ver a obra arrancar e admito que gostava de ver resultados de tanto esforço ao longo destes anos.”

É justo que assim seja ninguém achará muita piada a que outros colham os louros de um trabalho que não é seu. Mas o autarca de Serzedo não está agarrado ao cargo “para além de haver aqui gente jovem com muitas capacidades, saia eu quando sair vou de consciência tranquila tenho dado o meu melhor pelo crescimento da freguesia, tudo por tudo para concretizar objectivos.” Não se pense, com isto, que António Pedrosa já decidiu o que fazer quanto a ser ou não candidato “de momento, está mais para não que para sim, mas ainda tenho mais de um ano de mandato, muita coisa para fazer e muitas expectativas que acredito vão ser cumpridas.”

O melhor é mesmo apontar o concreto: “dentro de dias arrancam as obras para instalação de relvado sintético e nova iluminação no campo de futebol. Do projecto faz ainda parte, talvez mais à frente, a construção de mais balneários e aumentar a capacidade da bancada para 400 lugares.”

Um protocolo entre a Junta, Câmara e a Paróquia vai permitir a criação de um auditório, no salão Paroquial, bem perto da junta. As obras de remodelação, a cargo da Câmara, são bastante significativas, a freguesia vai ganhar “um espaço com capacidade para cerca de 300 lugares, muito digno com todas as condições para levar a cabo diversas iniciativas sócio culturais, uma casa da e para a freguesia onde todos terão lugar.”

Depois da pavimentação das Ruas de Fontes, Sete Caminhos ou Monte das Cruzes, António Pedrosa não descansa enquanto não conseguir que a Câmara faça o mesmo nas Ruas da Longra, Rainha, 25 de Abril e Caminho do Senhor. “Estas ruas têm todas as infra-estruturas, com novo tapete e a construção de passeios, a nossa rede viária não terá, como já não tem aliás, comparação possível com o que era quando vim para a junta”, lembra o presidente.

A freguesia de Serzedo tem crescido a um ritmo quase «assustador», se atendermos a que esse crescimento não tem sido acompanhado pela construção de equipamentos, os tais que António Pedrosa confia mas não adianta datas de arranque.

Na junta de freguesia de quinze em quinze dias, são 500 desempregados que fazem a sua apresentação “cerca de 300 são da freguesia de Perosinho”, um dado mais que ajuda a perceber “mesmo não tendo as melhores condições físicas trabalha-se muito nesta junta, são muitos o serviços que prestamos sem esquecer o posto dos CTT com um funcionamento exemplar que nos tem merecido elogios”, diz António Pedrosa.

Sandim elevada a Vila

Vale sempre a pena

Passaram sete anos desde que Sandim foi elevada ao estatuto de Vila. Comemora-se a data “pelo simbolismo de que se reveste”; é um pouco como quando nascemos “também comemoramos a data”, justifica o presidente da junta de Sandim, Mota Baptista.

Não é, no entanto, um dia vazio de conteúdo. Serve como «pretexto» pelo menos durante a sessão solene, “para reflectirmos sob a política não só interna, mas também externa.” Por outro lado, mais importante talvez, “a participação das pessoas, a aproximação com a sua autarquia, os autarcas”, acrescenta Mota Baptista que destaca a importância destas presenças, “é uma oportunidade para conhecer, discutir, apontar ideias, é sempre enriquecedor.”

Integrado no XI Encontro de Colectividades de Sandim, também uma oportunidade para homenagear “figuras ou instituições que se evidenciaram pelos serviços prestados à sua terra, à sociedade.” O destaque para Joaquim Coelho dos Santos, homenagem a titulo póstumo alguém que merece rasgados elogios do presidente da junta “foi um grande político ligado ao 25 de Abril, à «escola» de Sá Carneiro, um sindicalista de relevo”, um homem que Sandim não quer esquecer.

A Academia de Musica de Santa Maria de Sandim a completar 100 anos de existência merece também a homenagem. Não só pelo centenário, mas por toda a riqueza cultural que tem «emprestado» à freguesia.

Aliás, este encontro de colectividades “tem tudo para continuar a ser realizado. Falamos do legado que deixam, das gerações que aprenderam e das que podem aprender a riqueza das nossas tradições, da nossa cultura”, diz o presidente da junta apostado em proporcionar “dentro das nossas capacidades criar condições para que possam existir e a «educar», todos quantos querem aprender o muito que têm para ensinar.”

Quando se faz anos por norma recebe-se presentes. Não parece que Sandim vá ter algum especial neste 7º aniversário, mas ainda assim fica a vontade de Mota Baptista “mais paz, segurança, justiça, progresso, uma sociedade mais equiparada, a tal justiça social.” Não são palavras vãs, são palavras de quem se confessa “preocupado”, não só com o fosso entre uns e outros que está a cavar-se todos os dias. Bem vistas as coisas, “a insegurança é fruto da injustiça social.” Vai mais longe na sua análise: “parece que se justifica ser marginal, de tal forma não funciona a outra justiça aquela que quando pune, pelos anos que tarda em chegar, já não é justiça, mas sim injustiça que se faz.” E veja-se o reflexo no futuro, “as pessoas precisam sentir-se seguras para investirem é isso que faz o progresso”, mas as coisas não parecem no bom caminho.

Que chegue o progresso a Sandim mas “que não crie desordem mantenha o equilíbrio; é possível o desenvolvimento sem estragar o que temos de bom”, assim se quer a freguesia.

Para esse crescimento há-de contribuir o Parque Industrial, cujo concurso foi lançado na passada semana “certamente que vai dinamizar muito a freguesia, estamos muito expectantes”, admite. A freguesia continua á espera do Centro Cívico, “estava para arrancar este verão, deverá ser em meados de Setembro”, diz um autarca que quer sempre mais “a ambição é o motor da vida”, justifica.

Passeio Terceira Idade

Só mesmo quando todos estão já entregues em suas casas é que o autarca respira de alívio. Mota Baptista fala da “enorme preocupação que nos assalta nos dias que antecedem o passeio da Terceira Idade. É certo que se vai dissipando, á medida que vemos como todos se divertem, estão satisfeitos e gratos e tudo corre bem, mas alívio mesmo é quando chegamos a casa.”

E felizmente foi assim que correu mais um Passeio. Cerca de 750 idosos participaram na Missa que teve lugar na Sé em Coimbra. O almoço, a tarde de danças e cantares “de um convívio muito agradável, muito participado”, decorreu na Quinta D. Maria em Soure. São muitos os monitores que zelam para que tudo corra pelo melhor, ninguém se sinta “perdido ou desamparado.”

O presidente da junta sabe bem como todos aguardam ansiosos este dia “ainda que as inscrições estejam aberturas durante um mês e tudo esteja assegurada, há quem vá para o ponto de encontro de madrugada para guardar vez, o lugar como se tivessem medo quando afinal está tudo garantido, mas demonstra a ansiedade destas pessoas.”

Muitas dessas pessoas, admite Mota Baptista “por estarem mais fechadas em casa, não as identifico, mas conheço-as quase todas”, não vai em campanha, não a faz, “mas gosto muito de conversar com todos, de ver e rever, saber como estão é um dia que vale muito a pena, estes Passeios da Terceira Idade”, garante o autarca.

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