Clínica da Liga

Autónoma e eficaz

Maria de Belém Roseira, presidente da União das Mutualidades, foi uma das convidadas da cerimónia de inauguração da Clínica da Liga das Associações de Socorro Mútuo de Gaia que prendeu a atenção das dezenas de convidados.

A direcção da Liga, já o havia referido, é justo “exaltar o mutualismo social, não individual, não egoísta.” Mais caminho a percorrer, sempre novos projectos, “mais médicos, melhores condições”, itens já conquistados, reforçados agora com a nova Clínica a que a direcção continuar a dar sempre renovada atenção.

Um universo de sessenta mil sócios, vinte e cinco especialidades médicas, um investimento global de 4.250 milhões de euros, alguns números que fazem o orgulho desta Liga de reconhecido mérito.

As mutualidades “são um movimento com história que se quer aprofundado e reforçado”, começou por destacar Maria de Belém numa cerimónia onde também se celebrava “a modernidade a inovação.” Para que não haja confusões, os resultados financeiros destas instituições são para aprofundar objectivos, reforçar a autonomia.” Um bom exemplo da saúde financeira da Liga, salientou Maria de Belém “é o investimento de fundos próprios”, provenientes dos serviços de qualidade que presta “atrai clientes, criam emprego, promove a solidariedade colectiva.

Uma vez mais, o presidente da Câmara, Filipe Menezes, depois de reconhecer todo o mérito à Liga, lembrou objectivos dos próximos anos para o município. O ciclo de recuperação do atraso já foi ultrapassado, agora é tempo das políticas imateriais, da promoção da qualidade de vida.

Nem tudo cabe à Câmara, tal como no caso deste grande projecto da Liga que não teve apoio financeiro, mas outro tipo de colaboração de todos os serviços. Á autarquia cabe, “estimular quem quer lançar projectos destes que visam e concretizam a coesão social.

Afinal, os cidadãos, quando organizados, uma vez mais a exemplo desta entidade de prestígio “podem fazer tão bem como o Estado”, senão melhor, muitas vezes.

O Serviço Nacional de Saúde é, ou devia ser, geral e universal, mas reconhece o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, “não resolve tudo sozinho.” E porque não o faz, o SNS deve ser “complementado pelo sector social, como o movimento mutualista”, sugeriu o mesmo responsável que enaltece as parcerias da Câmara de Gaia com o Governo na área da Saúde.

O presidente da Liga, Marcelino Tavares, lembra a principal preocupação da instituição: “permitir o acesso a cuidados de saúde e de enfermagem, de qualidade, a custos de acordo com a filosofia do movimento mutualista.”

A nova Clínica permite que a Liga “continue a cumprir os seus desígnios”, mas também para o município e o Movimento “está ao nível do melhor que existe em Portugal”, refere orgulhoso Marcelino Tavares.

Qualidade, acessibilidade e integração. Estas são as linhas mestras de orientação da acção da Clínica da Liga.

Lenamar

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