Sérginho e Nicolau

Exemplos de inclusão

A costa de mar de Vila Nova de Gaia, na primeira quinzena de Julho, é frequentada por milhares de crianças, das escolas e infantários de várias localidades limítrofes, sendo a maioria do concelho de Gaia. As praias azuis de Gaia, enchem-se de um colorido múltiplo, devido às diferentes cores dos chapéus que usam de forma a identificar os grupos.

Na praia da Aguda, cerca de 120 crianças, de boné laranja, vindas de vários empreendimentos sociais de Vila Nova de Gaia, acompanhadas por assistentes sociais, têm uns dias de praia, para alguns, as suas férias de verão. Duas semanas de praia, proporcionadas pela empresa que gere os empreendimentos, bem como o lanche da manhã e no último dia de praia oferecem gelado; um total de sete técnicas e cinco monitores vigiam e fazem praia com a pequenada.

Este ano, pela primeira vez, Nicolau e Sérginho fazem praia; graças à “união de esforços das empresas municipais Gaianima e Gaiasocial” com a colaboração de quatro técnicos da Associação de Moradores de Vila D’ Este “que acompanham especificamente estes jovens”, por forma “a existir uma integração com os outros meninos” explica, um dos responsáveis da Gaia Social, Silvano Teixeira.

Constatamos, neste exemplo, a tal cidade inclusiva, mas quando a burocracia acaba por ser a maior barreira, “mesmo com muita vontade por parte das entidades públicas, às vezes a burocracia «trava» um simples gesto como este” no caso de Nicolau e do Sérginho, “de irem até à praia”, o que não sucedeu; graças ao empenho de pessoas que trabalham em prol desta comunidade.

Para eles e outras tantas crianças como eles, as barreiras já são muitas, não precisam que «apareçam» outras «invisíveis», a tal burocracia, essa que é, na sua maior parte, um obstáculo na resolução de pequenos problemas.

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