Crianças com Diabetes

Foram ao centro hípico

Numa iniciativa do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Gaia, cerca de 20 crianças na sua maioria acompanhadas pelos pais, passaram um dia diferente, de convívio saudável em contacto com a natureza no Centro Hípico de Serzedo.

Uma característica comum a todas estas crianças, o facto de terem Diabetes tipo 1 na maior parte dos casos diagnosticado recentemente.

A acompanhar estas crianças a nutricionista Ana Vieira, do referido serviço, responsável pela iniciativa que permitiu a muitas delas um primeiro contacto com cavalos. Todas experimentaram uma «caminhada», já que a ideia “passa por mostrar a todos que embora esta seja uma doença crónica, podem ter uma vida absolutamente normal, com os devidos cuidados com destaque para uma alimentação saudável e equilibrada.”

É também uma forma de pais e crianças trocarem experiências até porque, todos admitem “a partir do momento em que é diagnosticada a doença há grandes mudanças nas rotinas estabelecidas numa família.”

Esta doença auto-imune tem aumentado e com tendência a aumentar, nas crianças, Ana Vieira chama a atenção para a dificuldade “no mundo de abundância em que vivemos, controlar a alimentação das crianças.” Elas mesmas que já aprenderam a prestar atenção a alguns sintomas como fome, dores de cabeça e tremores, pedindo ajuda sempre que tal aconteça.

Augusto Leite tem uma filha com três anos a quem foi diagnosticada em Outubro do ano passado a diabetes. Fala de surpresa inicial “associamos esta doença a pessoas com mais idade”, de alguma aflição, mas logo chegou a serenidade: “temos a consciência de ser uma doença «chata» é assim que a vemos, mas com o acompanhamento dos profissionais de saúde, com os cuidados devidos, como o horário rigoroso das refeições, por exemplo, faz-se uma vida perfeitamente normal.”

Exactamente como todos se sentiam no Centro Hípico de Serzedo, crianças normais num dia de brincadeiras diferentes. Não fossem as chamadas de atenção da nutricionista para que fossem lanchar, assim que entendia ser a altura, estariam tão entretidas a andar a cavalo que nem se lembrariam, no momento, da doença.

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