Prémio Nacional

Cidade de Gaia

Cerimónia «abençoada»

O cenário estava montado e nada parecia «ameaçar» o sucesso da iniciativa.

Passadeira vermelha, as fotos da praxe, aperitivos para todos os gostos. Mesas a preceito, os músicos ao centro, numa plataforma montada para receber os premiados. Aparentemente nada estragaria a cerimónia de entrega dos prémios Cidade Gaia na sua segunda edição, a decorrer nos Claustros do Mosteiro da Serra do Pilar.

Quando o jornalista Júlio Magalhães subiu ao palco para iniciar a apresentação da gala já se comentava algum «despacho», na organização. Eis senão quando se começa a perceber a razão da «pressa», a chuva começou a cair, primeiro a medo, nas mesas mais expostas, até que quase, sem dó nem piedade, obrigou a desmontar todo o cenário e a «reorganizar a cerimónia».

São coisas que acontecem, pode dizer-se, e a verdade é que aconteceu mesmo. Mas a entrega dos prémios, essa também aconteceu.

O prémio Música «Artur Napoleão», foi entregue pelo vereador Mário Dorminsky a Luís Tinoco. O Júri deste prémio – António Vitorino d’Almeida, Mário Mateus, António Wagner Dinis, Elisabete Matos, Jorge Rodrigues, Carlos Tê e José Calvário.

O premiado agradeceu “qualquer distinção é uma honra e então escolhido por colegas de profissão, mais ainda.”

O prémio Ciência, Tecnologia e Inovação «Edgar Cardoso», entregue pelo presidente da Câmara Filipe Menezes a Miguel Castelo Branco, contou no júri com Sobrinho Simões, Carlos Fiolhais, Alexandre Quintanilha, Lobo Antunes, Francisco Carvalho Guerra, Francisco Vanzeller e Ferreira do Amaral.

“É uma honra receber este prémio, por todas as razões, mas também pelo júri que me escolheu”, começou por referir o premiado para quem Edgar Cardoso “foi um grande homem.” O prémio “ajuda a não deixar morrer o nome deste homem, dá a todos ânimo para continuar”, acrescentou.

A Jorge Pinheiro, Mário Dorminsky entregou o prémio Artes Plásticas «Teixeira Lopes», segundo um júri composto por Jaime Isidoro, João Cutileiro, Armanda Passos, José Gomes Pinho, José Rodrigues, Artur Santos Silva e Paulo Teixeira Lopes.

E o premiado disse ter ficado “estupefacto”, pois acha que “ninguém merece”, um prémio se faz “aquilo que deve, a sua obrigação é fazer bem feito”, mas por tudo isso sentiu-se honrado e agradeceu.

Coube ao presidente da Assembleia Municipal, Sílvio Cervan, entregar o prémio Victor Cunha Rego ao jornalista Vítor Bandarra. A opção foi do júri composto por Carlos Daniel, José Manuel Fernandes, José Leite Pereira, Mário Crespo, João Marcelino, José Fragoso, José Eduardo Moniz.

Na verdade, Vítor Bandarra, naquela que constatou ser “uma cerimónia molhada” e assim “abençoada”, não encontrava muitas razões para receber este prémio “que é que eu fiz?” Nem sequer está numa fase da vida (velhice), em que é costume distinguir-se as pessoas, mas todos encontraram boas razões para premiar este profissional da comunicação.

O vereador Guilherme Aguiar entregou o prémio Solidariedade Social «João Paulo II», ás instituições Banco Alimentar Contra a Fome e aos Samaritanos.

Em representação da primeira instituição, Vasco António agradeceu o prémio e louvou a iniciativa.

Para os samaritanos, não há dúvida quanto á “grandeza de alma dos portugueses”, somos um povo que “rema contra a maré”, destaca a “sensibilidade da sociedade portuguesa que não passa ao lado de quem precisa.”

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