Marés Vivas

Gaia estreia-se

nos Festivais de Verão

Adesão superou expectativas

Há mais para o ano! Fica a promessa da Câmara Municipal de Gaia e da empresa organizadora Portoeventos. Referimo-nos ao festival Marés Vivas que decorreu no Cabedelo, durante três dias, com muita música, animação e entretenimento, um festival que fica registado, como sendo o primeiro Festival de Verão de Vila Nova de Gaia. A organização conseguiu apresentar um festival à dimensão de um Paredes de Coura ou se quisermos ser um pouco mais ousados, um Rock in Rio, obviamente nas devidas proporções. Foram mais de 50.000 pessoas que passaram pelo recinto e assistiram aos concertos de Peter Murphy, Shout Out Louds, Sisters Of Mercy, Tara Perdida, Klepht, Prodigy Tricky Da Weasel , Slimmy, Classificados, Mazgani; James; Macy Gray, “The Doors” (Riders On the Storm), Lulla Bye e Per7ume; foram estes os nomes que estiveram nos respectivos palcos, principal e novos portugueses.

A Voz de Gaia, numa ronda pelo recinto, «sacou» algumas opiniões, consoante os gostos de cada um, mas o resultado final é, sem dúvida, nota positiva. Os comentários que ouvimos são expressivos, de que a aposta está ganha: “espectacular”, “fantástico”, “fora de série”, “está altamente”, “Gaia está na berra”, “Eh pá, tá-se bem”, “vim de Braga, estou adorar, vim ver o James”, entre muitas outras observações e elogios. Chegaram mesmo a comentar que “garantido, para o ano estou cá!” Outros, ainda, diziam: “sem dúvida, Gaia está a dar provas de que também é capaz de apresentar um bom festival, parabéns”. No terceiro dia do festival, cerca das 22 horas, já não haviam bilhetes, “lotação esgotada” informava o pessoal da organização, lamentando não poder satisfazer o pedido das centenas de pessoas que chegavam e ficaram fora do recinto a ouvir os concertos.

À entrada, as pessoas (mulheres a um lado homens a outro) eram revistadas, não podiam entrar nem com fruta ou rolhas, por questões de segurança; acontece que o recinto em terra batida, não faltava pedras no chão; apenas um dos alertas que nos chamou a atenção; o espaço acabou por ser pouco para tanta gente, mas houve quem reparasse que, do lado sul do palco principal, existia uma encosta em terra batida onde poderia ter sido colocado uma bancada, “ganhariam mais uns lugares”, dizia-nos um jovem de Lisboa, que não conseguiu arranjar bilhetes para os amigos! São apenas algumas dicas para a próxima iniciativa.

O festival em si, o espaço envolvente, o rio como palco de fundo, as noites espectaculares, toda a massa humana, um verdadeiro espectáculo de som e luzes, fizeram a delícia a milhares de visitantes que garantem voltar no próximo Mares Vivas em Gaia.

Responsável pelo Pelouro da Juventude

Vereador Firmino Pereira satisfeito

No final do Marés Vivas, o festival que levou até ao Cabedelo milhares de jovens e não só, consoante as actuações em palco o vereador responsável pelo Pelouro da Juventude, Firmino Pereira, respirava de alívio e de satisfação.

Alívio porque “chega ao fim aquela dúvida que existe sempre do tipo como vai correr, como vai ser em termos de adesão”; satisfação porque o evento “tem um balanço muito positivo, naturalmente que estou satisfeito pela forma como tudo correu”.

O Festival Marés Vivas cumpriu a sua sexta edição, depois de um interregno de cinco anos, “o que também contribuiu para as dúvidas iniciais, é sempre um risco há muita ansiedade, as pessoas colocavam a fasquia muito alta nós tínhamos que fazer tudo para corresponder, felizmente conseguimos”, acrescenta Firmino Pereira.

Falar em pontos altos não serão o caso “foram superadas as nossas melhores expectativas, conseguimos criar boas condições para receber milhares de pessoas.” Destaca ainda: “muita gente veio de fora, visitou o concelho, ficou a conhecer muito do que aqui temos feito, a imagem do município saiu muito valorizada”, acredita.

Esta foi a primeira vez em que o festival decorreu durante três dias “era sempre só o fim-de-semana percebemos que funcionou bem e será para manter”. Da mesma forma “enquanto puder ser, o local será aquele porque é de facto magnífico”, ficando já a promessa de no próximo ano “melhorar o cartaz do festival.” Não as identifica, mas “haverá sempre pequenas falhas que vão sendo corrigidas.” Não esquece que a comunicação social “no seu todo deu nota positiva do evento que teve aliás uma excelente divulgação também responsável pelo sucesso.”

Todo o evento começa a ser preparado e pelo resultado não com tanta antecedência quanto se possa pensar, “três meses antes”, por uma conjunto de colaboradores a que o vereador chama “pequena mas muito empenhada estrutura”, que conseguiu levar o festival a bom porto.

Números do investimento não revela, mas Firmino Pereira garante: “a grande adesão justifica o investimento feito.” Reforça a tal imagem positiva que todos ficaram e levaram de Gaia deste Festival Marés Vivas.

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