Feira de Canidelo

Não faltam fregueses

Completamente reformulada, a Feira de Canidelo que se realiza ao domingo de manhã, leva à freguesia largas centenas de pessoas. Procuram o mais variado artigo neste tipo de «mercado» onde tudo se encontra; se para todos os gostos e bolsas isso já é discutível. Às vezes não tanto em conta quanto isso; não tanto de marca como se quer fazer crer, mas uma feira sem estes «enganos», não é uma feira de verdade.

São cento e vinte e dois feirantes que para poderem continuar a «montar ali a banca», não viram melhor solução que se unirem e pagarem as obras de requalificação feitas pela câmara.

As contas ainda não estão fechadas, mas tudo aponta para um investimento na ordem dos 200 mil euros. Assim que a nova feira «abriu as portas», deu para perceber “os feirantes não demoram muito a ter o retorno do investimento”, pode ouvir-se ainda que dos mais optimistas.

O terreno é da Comissão Fabriqueira com quem a Câmara celebrou protocolo. A autarquia recebe dos feirantes e paga à Comissão o aluguer firmado.

Desde a recolha de águas pluviais; novos arruamentos em toda a envolvente, instalação de sanitários amovíveis tudo foi pensado e concretizado por forma a criar o que todos consideram “excelentes condições para uma feira onde, dizem os feirantes, fazem aqui mais numa manhã do que em muitas outras um dia inteiro.”

Como se sabe, acabou-se aquela confusão que uns consideram tradição de uma feira e outra falta de higiene e que passava pela mistura dos artigos. Legumes junto do calçado, fruta junto da roupa, as galinhas junto dos brinquedos tudo sem regras, registo da maioria das feiras. “Isso acabou, cada produto tem a sua secção nota-se muito mais limpeza e asseio”, diz quem já foi à nova feira.

As obras decorreram durante três meses, a opinião é unânime “valeu a pena.” A Suma faz a recolha do lixo á segunda-feira e todo o espaço, durante a semana fica transformado numa ampla praça já que as bancas são amovíveis e da responsabilidade dos feirantes.

Como em todas as feiras há quem fique de fora quando queria estar a vender, mas o resultado de um sorteio dita quem fica e quem não fica numa das maiores feiras da Área Metropolitana.

Envolvido e a acompanhar o processo desde o início o presidente da junta de Canidelo, Fernando Andrade, regista com muito agrado a requalificação da feira. Desde logo, “aproveitamos a oportunidade e requalificamos algumas ruas à volta, nomeadamente junto ao cemitério.” A Feira tem outra dignidade, “é ainda mais procurada e naturalmente tem sempre reflexos positivos para a freguesia.” O que não fazia sentido, “sempre disse, era que a feira continuasse a funcionar naquelas condições”, acrescenta o autarca.

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