Sandim descontente

Com traçado da A32

Algumas centenas de Sandinenses assinaram uma petição enviada ao Ministro das Obras Pública onde se manifestam contra a actuação do consórcio auto-estradas do Douro Litoral.

Na génese desta petição está o facto de este concessionário da A32 (vai ligar S. João da Madeira aos Carvalhos), não ter vindo a cumprir as determinações do Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias (INIR).

A AEDL/Brisa quer alterar o traçado “aprovado, concursado e adjudicado, da A32, entre Oliveira de Azeméis e Nó de S. Lourenço.”

Traçado esse, (pelo corredor B), que foi objecto de concurso público “e sobre o qual os demais concorrentes elaboraram as suas propostas, derrotadas pela proposta da Brisa”, diz a petição.

A Brisa “pretende agora, na fase de execução, alterar o traçado, de uma ponta a outra da AE, deslocando-o mais para litoral.”

Essa proposta rasga ao meio a freguesia de Sandim, destruindo a zona de Várzea e do Vale do rio Uíma. Além de tudo, dizem os signatários “faz tábua rasa do PDM de Gaia em fase de discussão pública.” O traçado aprovado tem em conta a construção da Zona Industrial, importante investimento que não é esquecido nesta petição.

O INIR já fez saber á AEDL/Brisa que não aceitará qualquer alteração ao traçado, mas este organismo já apresentou nas Estradas de Portugal o novo projecto para aprovação.

Juntas que subscrevem

Por iniciativa da Junta de Freguesia de Sandim, as freguesias mais abrangidas pelo traçado da A32, Olival, Lever e Crestuma entregaram, como explica o presidente de Sandim, Mota Baptista, “uma carta na Câmara Municipal, assim que se começou a falar na pretensa alteração do traçado, dando conta do nosso desacordo, manifestando a nossa preocupação e solicitando que a Câmara, junto de entidades responsáveis, diligencie no sentido de que tal não venha a concretizar-se.”

Afinal, se foi estudado durante tanto tempo o traçado, “foram apresentadas dezoito/dezanove alternativas e foi escolhida a proposta adjudicada não faz sentido nenhum alterar”, e pergunta: “porque é mais barata a solução que apontam? Só viram isso agora, após tantos estudos?”

Para o autarca não faz sentido que haja um organismo o INIR, uma entidade estatal a manifestar-se contra a alteração do traçado e outra entidade a AEDL a querer contrariar tudo que até agora foi decidido.

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