Três anos de mandato

Oito notas críticas

A CDU/Gaia destaca oito notas do balanço que faz dos três anos de mandato municipal.

As visitas constantes ás freguesias “têm permitido constatar as desigualdades que se mantêm no desenvolvimento do município”. As crescentes dificuldades das populações com o encerramento de empresas ou a diminuição do emprego, carência de infra-estruturas ou más condições de habitabilidade.”

Falta de condições obrigam as pessoas a percorrer “ruas sem passeios e com o piso em mau estado; escassez de equipamentos colectivos nos bairros municipais; escolas em más condições, crianças e jovens que continuam sem centros de convívio e apoio.”

A CDU fala de política de ziguezague do PSD/CDS relativamente às taxas municipais a exemplo da “novela das taxas de rampas”; suspensa no mandato anterior, voltou depois transformada em taxa sobre todos os acessos e acabou agora “em vésperas de novas eleições, após oposição frontal e permanente da CDU e dos gaienses.”

Por outro lado, a política de «bilhete-postal ilustrado», “para eleitor e turista ver”, com a aposta no litoral e zona ribeirinha; prossegue o esquecimento e o abandono do importante património histórico e cultural e dos moradores que ali nasceram. Continuam adiados os projectos de construção de habitação social e reabilitação urbana.”

A mesma força política fala de descoordenação entre serviços municipais, empresas e os membros do executivo “que por vezes acaba em intervenções atabalhoadas e necessários recuos como aconteceu com a Escarpa da Serra, acordos com as juntas sobre as taxas de acessos.”

Neste balanço a CDU refere o “crescimento da desordem urbanística, com os sucessivos adiamentos do PDM, alterações pontuais que vão servindo interesses especulativos com as consequência já visíveis nos sucessivos cortes de árvores em zonas urbanas, como na Mazorra”, exemplifica.

A aposta na “multiplicação de revistas de propaganda, sem qualquer pluralismo e de onde foram arredadas as escassas palavras da CDU, certamente por serem críticas da acção municipal”, critica os comunistas.

Finalmente, a CDU aponta a também “crescente aposta na privatização da gestão do espaço público e de alguns serviços que deviam continuar públicos”; os parques de estacionamento, teleférico ou o futuro crematório e cemitério central são alguns exemplos que a CDU aponta “enquanto se multiplicam as queixas contra a cada vez maior promiscuidade entre negócios públicos e privados.”

Em reunião de Câmara a CDU apresentou uma proposta em que as componentes fixas que figuram na factura de água (tarifa de disponibilidade, de água e de saneamento e componente fixa de resíduos sólidos), sofram de imediato uma redução de forma a que essa componente fixa não ultrapasse os 5 euros/mês e seja mesmo inferior para pessoas com rendimentos inferiores ou iguais ao salário mínimo nacional.

Esta força política lembra que a empresa Águas de Gaia tem apresentado lucros elevados (cerca de 800 mil euros em 2007) “não é admissível ser esse o fito principal para uma empresa que fornece bens e serviços essenciais.”

Na mesma reunião a CDU propôs a devolução das taxas de acesso pagas, sabido que a mesma taxa foi recentemente abolida. A maioria inviabilizou a proposta “demonstrando claramente que se mantém a sua insensibilidade quanto aos graves problemas sociais dos gaienses, e que a abolição da taxa não passou de mais uma manobra de propaganda preparando já o caminho para o próximo acto eleitoral”, considera a CDU.

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