Três novas pontes

Para unir Porto e Gaia

Três novas pontes sobre o Rio Douro, uma Rodoviária e Metro Ligeiro; outra Ferrovia de Alta Velocidade; a terceira, Pedonal, entre as ribeiras do Porto e de Gaia, foram apresentadas pelo vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa acompanhado pelo Engenheiro Adão da Fonseca. Com a construção destas três Pontes pretendem os responsáveis resolver quatro questões. Desde logo, tendo em conta que a rede do Metro do Porto vai construir a nova linha até Santo Ovídio, em Gaia e a Boavista, no Porto, sendo o trajecto feito ao longo da VL 8.

A rede do caminho-de-ferro de alta velocidade tem como linhas prioritárias as que ligam Lisboa ao Porto e esta à cidade da Corunha, na Galiza. Já estava decidido que uma das estações mais importantes se localizaria no aeroporto Francisco Sá Carneiro. O corredor da linha Lisboa/Porto deveria passar, preferentemente, na zona ocidental da área metropolitana do Porto.

A Ponte da Arrábida tem a sua capacidade de escoamento do tráfego rodoviário esgotado, e não pode atender ao aumento de trânsito que está a ser gerado pelo contínuo crescimento urbano que se regista nas zonas ocidentais das cidades do Porto e Gaia. Finalmente, a quarta questão, tem a ver com o Pólo III (Campo Alegre), da Universidade do Porto que necessita ser integrado com o resto da cidade. Estando esse pólo situado no centro desta articulação de transporte, que alterações ao seu plano urbanístico devem ser consideradas para a mais acertada das quatros questões. A ponte de utilização rodoviária/metro ligeiro deverá nascer entre a encosta do Gólgota, no Porto, e a encosta nascente da Arrábida, em Gaia, com o tabuleiro à cota de cerca de 60 metros. A Ponte de Utilização ferroviária de alta velocidade deverá nascer entre a encosta do Palácio de Cristal, no Porto, e a encostada Fraga em Gaia, com o tabuleiro á cota de cerca de 40 metros. No total as três pontes deverão custar cerca de 50 milhões de euros (32 milhões, a primeira ponte; 17 milhões a segunda e 11 milhões a Ponte Pedonal). Representa, feitas as contas, “um décimo da ponte Chelas/Barreiro”, lembrou o Professor Catedrático de Pontes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Adão da Fonseca. A proposta da Câmara de Gaia, como destacou Marco António, vai no sentido de criar “uma equipa técnica Porto e Gaia para trabalhar no dossier”, que considerou “muito político.” Adão da Fonseca representará Gaia nessa Comissão com o vereador Firmino Pereira. Quanto ao investimento “os míseros”, 50 milhões comparado com o que se investe em Lisboa onde Marco António considera que estão concentrados fundos do QREN que deviam ter sido distribuídos de forma mais equitativa “pelas regiões com maiores dificuldades de desenvolvimento.

Quanto ao PS/Gaia sobre o anúncio da proposta “unilateralmente sem a presença ou concordância da Câmara do Porto”, considera: “a Câmara de Gaia, na ânsia de fazer uma notícia, esqueceu-se da ligação estratégica de Gaia a Gondomar, permitindo a fundamental ligação do Metro entre os dois concelhos.”

A Câmara de Gaia, diz ainda o PS, liderado por Vítor Rodrigues, “propôs estas soluções sem nenhuma sustentação técnica, nomeadamente sem a aprovação do já anedótico e sinistro processo de revisão do PDM, que se arrasta penosamente, tanto como a Câmara. Á falta de um documento norteador e planificador, a Câmara sente-se livre para propor tudo e o seu contrário.” A preocupação do PS: “é simples: tememos que a Câmara de Gaia esteja a usar este importante assunto, que deveria ser tratado com responsabilidade, para armar mais uma confusão com o Dr. Rui Rio.” A guerra da Câmara de Gaia “contra o Dr. Rui Rio e a Câmara do Porto” continua o PS, “só prejudica as soluções para o futuro do concelho e revela o carácter arbitrário, irresponsável e provocador deste anúncio unilateral.”

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