A grande velocidade

Câmara contesta traçado

A Câmara de Gaia, pela voz do seu vice-presidente Marco António Costa, manifesta “total oposição”, ao traçado do comboio de alta velocidade apresentado pela RAVE.

Dois traçados propostos em alternativa, analisados pela criada equipa técnica da Câmara diz que os mesmos “não acautelam conceptualmente matérias como a interligação entre a rede de alta velocidade e o Metro.”

Esta será, caso se concretize o traçado, “mais uma linha de rotura da cidade”. Indignação ainda, manifesta a Câmara numa carta enviada ao presidente da RAVE, com conhecimento do Ministro das Obras Públicas, quanto á opção para a estação sul do Grande Porto que recaiu sobre a Estação de Campanhã: “os estudos do passado, de que destacavam a proposta de revisão do PDM do Porto apontavam para que essa estação ficasse localizada na Estação das Devesas.”

Tal como foi apresentado o traçado será necessário demolir em Gaia cerca de 150 habitações; além disso, a proposta é que o TGV passará quase todo á superfície enquanto a Câmara de Gaia defende “o mínimo possível à superfície e o máximo em túnel.”

No documento apresentado em conferência de imprensa, a autarquia de Gaia assinala ainda o facto de o traçado da RAVE se cruzar com o traçado previsto para o prolongamento da linha do Metro até ao mar, sobre o terreno previsto para o interface rodoviário previsto para Laborim “seria do mais elevado interesse público que fosse construída uma Estação Porto/Sul da RAVE naquele terreno.”

O vice presidente da Câmara diz que as soluções apontadas “não respeitam Gaia” e esta contestação “não tem nada de bairrismo, não é nenhuma obstrução ou guerra ao TGV, mas tão só a defesa dos interesses da população, da sua qualidade de vida”, destaca.

Uma contestação que surge “atempadamente, antes que apresentam a solução como consumada, ainda há tempo de corrigir.” Por isso é que a Câmara se manifesta considerando que não está a ser respeitado o terceiro maior município do país.

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