Artesanato em Arcozelo

De todo o país

Na sua terceira edição sai reforçada a ideia de que é necessário introduzir algumas alterações na Feira de Artesanato de Arcozelo.

Desde logo a data, primeiros dias de Setembro, “não se afigura como a ideal. Precisa de mais tempo que os quatro dias e também de maior divulgação”, admitia o vereador da cultura, Mário Dorminsky no dia de abertura da feira.

Aspectos positivos a destacar “a boa localização, abrange um espaço urbano/rural, une dois tipos de população.” Mais do que isso a Feira de Artesanato “tem potencial, representa o país, não sendo uma feira grande, sem dúvida que é uma mais valia no panorama cultural do concelho”, acrescenta o vereador.

Este ano o número de artesãos aumentou, atingindo os sessenta e quatro expositores, a maior parte repetentes das edições anteriores, mas também «uma mãos cheia» de estreantes. Os primeiros pelo balanço positivo do passado, os segundos porque ouviram falar, foram convidados ou apresentaram-se por forma a alargar o leque de feiras que fazem ao longo do ano.

Da freguesia de Arcozelo, além dos artesãos, são várias as colectividades que marcam presença para divulgação dos serviços e actividades, quer para venda de produtos vários como receita extra sempre necessária ou a angariação de sócios que acaba sempre por acontecer nestes eventos.

Desde Penafiel á Trofa, Vilar de Perdizes, Moncorvo são vários os pontos do país de onde chegam os artesãos que trabalham, divulgam e tentam vender a sua arte.

As peças de artesanato elaboradas com mestria expostas nos pavilhões, a exemplo dos tapetes de Arraiolos, bordados, artigos trabalhos em pedra, em vidro ou pano; licores e chãs vários para curar qualquer maleita, as compotas ou mesmo os enchidos, alguns produtos já certificados, sem dúvida que a Feira de Arcozelo acaba por ser uma riqueza variada das tradições do país que se mostram em Gaia.

O presidente da Junta de Freguesia de Arcozelo, Nuno Chaves, destaca do evento “o convívio entre a população que se une num conjunto de actividades culturais que decorrem em simultâneo com a realização da feira.”

O autarca salienta igualmente o papel das colectividades “quer na colaboração prestada, quer na forma como se apresentam ao público e divulgam as suas actividades numa relação de maior proximidade com a população.”

Nuno Chaves admite que a feira necessita de uma outra orgânica, mas lembra que desde a primeira edição “tem sofrido alterações, de ano para ano tentamos inovar e melhorar o que fazemos e isso tem sido conseguido, queremos sempre melhor, é uma nossa preocupação e pela afluência do público, a receptividade de cada vez mais artesãos, sem dúvida que tem tudo para se evidenciar no calendários das feiras de artesanato”, acrescenta o autarca.

Anúncios