Igreja do Candal

Comunidade faz as pazes

Para o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, a obra era “necessária” e agora que foi inaugurada considera-a “despojada, sóbria.”

Para alguns populares, não passa de algo “demasiado simples, sem qualquer traço do que é ou deve ser uma Igreja.”

No entanto, pela adesão em massa, a forma ansiosa como queriam entrar, o quase «abalroar» tudo e todos para assistir à cerimónia leva a concluir, que no geral, as pessoas ficaram contentes, estão orgulhosas com a nova Igreja do Candal.

Quando em meados de 2003 o Padre Barbosa falou da possibilidade de demolir a «velha» Igreja quase caía «o Carmo e a Trindade». Gerou-se acesa polémica, reportagens em directo, comunicação social a dar cobertura e perguntava-se – quem vence esta «batalha»? No passado dia 14, aquando da festa de exaltação da Santa Cruz perguntava-se – para quê tanta polémica?

A velha que não era assim tão velha Igreja foi mesmo demolida. A nova foi construída e muito graças à contribuição da população.

Ao tempo, o então Bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, quando o Padre Barbosa falou na necessidade de, talvez, partir para obras de ampliação da Igreja, D. Armindo foi a favor da demolição e construção de um novo templo.

O antigo edifício não tinha capacidade para albergar as centenas de fiéis que em datas especiais, como as Comunhões,

Missa do Galo ou na Páscoa acorriam às cerimónias religiosas. Em dia de inauguração, a nova igreja também não chegou «para as encomendas». Muita gente de pé nos corredores laterais, muita gente no espaço exterior que não conseguiu entrar, mas não se espera que esta «avalanche» se repita muitas mais vezes.

O projecto é da autoria do Arquitecto Joaquim Coimbra. A obra começou a ser construída em meados de 2005. Tem como característica principal a sobriedade e a entrada de luz solar.

Há, como já se disse, quem goste, a ache “monumental, uma catedral”, e haverá sempre quem continue a dizer que não havia necessidade de ter demolido a velha Igreja “essa sim, um belo edifício”, mas não parecem restar dúvidas que a comunidade fez as pazes com a Igreja, o seu Pároco e fará desta de facto, tal como é, a Casa de Deus onde se sintam bem concordem ou não com o tipo de arquitectura.

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