Manuel Monteiro

Ainda bem que não é hoje

Se Manuel Monteiro, presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, tivesse que decidir hoje sobre a sua recandidatura, “dizia que não.” Assim, sem dúvidas, no momento, se tivesse que ser agora e avança algumas razões “frustração e também alguma desmotivação.”

Ora, assente-se bem que Manuel Monteiro, mesmo que o presidente do seu partido, o PS, Vítor Rodrigues, tenha já dito que todos os presidentes em exercício são recandidatos, diz o autarca de Vilar de Andorinho, “o meu único compromisso é com a população, a que vota, a que me elege, não tenho compromissos com mais ninguém.”

Mas afinal porquê tanto descontentamento? Nem seria necessário perguntar, se lembrarmos a escassez de obra na freguesia, sobretudo as que são prometidas há muitos anos e que continuam «atravessadas». O Centro de Saúde, o Posto da PSP “não chega, não posso contentar-me com o Posto de Atendimento inaugurado há cerca de um mês.”

Além de não ver as obras, o presidente da junta diz que também não vê “qualquer movimentação do meu partido para reivindicar as obras necessárias para a freguesia”, isto será o que o traz mais magoado.

Continua a eleger como prioritário o Centro de Saúde e uma vez mais vê terreno ao fundo do túnel, para essa construção. Ao que tudo indica, o terreno que estava destinado para este equipamento “será afinal para o Posto da PSP.” Do mal, o menos, construa-se alguma coisa, mas podem estar para breve boas novas quanto ao Centro.

Uma vez mais, como não podia deixar de ser, há um terreno, desta feita desde o cemitério até perto do Hospital. Os proprietários querem lotear esse terreno, cerca de 15 hectares. Não morando em Gaia, “cada vez que cá vêm constatam que é «roubado» hoje um metro, amanhã outro, ou seja têm sido vilipendiados quanto a isso. Considerando, todos crêem que com justiça, devem ser ressarcidos pelo que têm perdido, tentam junto da Câmara que lhes aprove o projecto com certa volumetria que à partida o PDM não permitiria.”

“No entanto após algumas reuniões”, explica ainda o presidente, “a Câmara parece estar disposta a ceder, mas com a contrapartida de o loteador ceder uma parcela do terreno para construção do Centro de Saúde, o que eles estão também dispostos a aceitar. Além disso, cedem ainda terreno ao domínio público para a passagem da VL 10 naquela zona.”

Ou seja, se por um lado Manuel Monteiro não vê movimentação do seu partido para o ajudar a reivindicar e se sente como que «abandonado», entre Câmara e proprietários parece andar tudo em movimento “apesar de tudo acredito que esta será a solução final e pode estar para breve o avanço de um protocolo.”

Pode ser que ainda muita tinta vá correr, certamente muita mais do que a obra a nascer na freguesia, mas nada como “esperar para ver”, o que não pode fazer durante muito mais tempo, diga-se.

Lá para final do ano, primeiro trimestre do próximo, quem quiser que se decida. A sorte, de uns e o azar de outros dizemos, nós, é que Manuel Monteiro não tem que decidir hoje se é ou não candidato á junta de Freguesia de Vilar de Andorinho.

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