Novo ano lectivo

Reparos do Sindicato

O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), defende que o novo ano escolar deve ser aproveitado “para melhorar a qualidade da educação, as condições de trabalho e combater o insucesso escolar, com a constituição de equipas multidisciplinares.”

Este organismo exige um “reajustamento na dimensão das turmas”, estabelecido de acordo com as necessidades de desenvolvimento de processos de aprendizagem consistentes.

A título de exemplo, refere que no passado ano lectivo, 38% das turmas do 9º ano tinham entre 24 a 28 alunos e que o 7º ano era 43,8% as turmas com idêntica dimensão. Já no 10º ano este tipo de turmas representava 56,8 % do total.

Preocupado com a «sobrecarga de trabalho dos professores”, que têm cada vez mais responsabilidades, com funções de gestão a mais e tempo para preparar aulas a menos, o SPZN contribui para a campanha que a FNE desenvolve «contra a sobrecarga de trabalho dos professores» que visa exigência do respeito pelos limites do tempo de trabalho a que cada docente está obrigado.

O mesmo sindicato reclama espaços de trabalho adequado “é inaceitável” que decorram aulas em bibliotecas e cantinas, “devido à sobrelotação de muitas escolas das grandes áreas metropolitanas.”

O Sindicato lembra que os espaços de trabalho dos professores devem ser “respeitados”, para permitir o trabalho individual, mas também o acolhimento pedagógico individualizado de alunos ou encontros de trabalho com encarregados de educação.

No que se refere ao abando e o insucesso escolar o mesmo organismo defende que o seu combate passa pela criação de recursos humanos que permitam o apoio individualizado em situação de dificuldades de aprendizagem.

A luta contra a precariedade no trabalho está na mira da organização sindical que lembra os milhares de professores em regime de contracto a termo, muitos deles há anos.

Igualmente preocupante, é a situação dos professores das Actividades de enriquecimento “ilegalmente remunerados a recibo verde”, conclui o SPZN.

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